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Cemig adere apenas nos ativos de transmissão

A Cemig decidiu não aderir com suas hidrelétricas às novas regras de concessão propostas pelo governo federal. Cesp, Copel e Celesc já haviam decido o mesmo em relação a suas usinas. A companhia mineira de energia elétrica anunciou no fim da tarde de ontem que adere ao novo modelo somente com seus ativos de transmissão.

Conforme antecipou no início da tarde o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, essa foi a decisão do conselho administrativo, numa reunião iniciada por volta de meio-dia.

O prazo dado pelo governo às elétricas para dizerem se aderiam ou não às novas regras encerrou-se ontem. A recusa das quatro geradoras terá, segundo mostrou o Valor ontem, um impacto limitado no plano do governo de reduzir em 20,2% em média o preço da conta de luz paga pelos consumidores a partir de 2013.

O conselho da Cemig decidiu que a empresa só deveria aderir com seus ativos de geração se o governo federal cedesse em um ponto que se tornou central para ela. O que a empresa insistia era que três de suas usinas – Jaguara, Miranda e São Simão – tivessem os contratos de concessão renovados sob as regras atuais, algo que Brasília sempre negou.

A empresa havia manifestado ao governo semanas atrás seu interesse – embora com ressalvas – em renovar as concessões de 18 de suas usinas seguindo os novos critérios propostos. Mas desde o início das discussões com o governo, dizia que com relação às três tinha o direito de renovar os contratos pelas regras atuais. A diferença é que pelas regras novas, as tarifas ficarão mais baixas e por isso a receita das elétricas também cairá.

Ao recusar o novo modelo, a Cemig continua operando as 21 hidrelétricas até o fim de cada um dos contratos: entre 2015 e 2017. As usinas serão então relicitadas pelo governo federal, como prevê o contrato em vigor. Essas usinas representam cerca de um terço do total que é operado pela empresa.

“Desde o primeiro momento, fomos a favor do programa do governo federal de reduzir o custo da energia para a população e a indústria”, disse, em nota, o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais. “Por isso, estamos contribuindo em aceitar as novas regras para a transmissão. Entretanto, no que diz respeito à geração, após todas as análises criteriosamente realizadas não foi possível aderir.”

Segundo ele, as novas regras “não nos asseguram condições como sempre fizemos nos 60 anos de existência da empresa”.

Pela manhã, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), se reuniu com a direção da Cemig para tratar do assunto. Minas é acionista controlador. Anastasia acompanhou de perto as discussões da Cemig com governo federal, mas segundo um integrante de sua equipe, procurou evitar um envolvimento direto nas discussões com Brasília para não alimentar a imagem de que o assunto estava sendo politizado por ele.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), no entanto, provável adversário da presidente de República, Dilma Rousseff, nas eleições de 2014, manifestou-se várias vezes a favor dos interesses da Cemig e fez críticas duras ao governo federal.

Na reunião, o conselho de administração da Cemig autorizou a empresa a aderir com seus ativos de transmissão às novas regras. Isso significa que terá um novo contrato com o Ministério das Minas e Energia que permitirá que ela opere por mais 30 anos cerca de 5 mil km de linhas, além de dezenas de subestações, informa nota da empresa. Isso equivale a quase todos os ativos de transmissão da Cemig.

A Cemig e empresas vinculadas a ela formam o maior grupo integrado do setor de energia elétrica do país. Em Minas, atende a mais 7 milhões de consumidores em 774 dos 853 municípios. A empresa informa ser ainda a maior fornecedora de energia no mercado livre e um dos maiores geradores, operando 65 usinas.

Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte

Acordo foi melhor que o esperado para Cteep

A Companhia de Transmissão Paulista (Cteep) surpreendeu positivamente os analistas de investimentos ao informar que receberá parte de sua indenização em parcelas corrigidas pelo IPCA mais uma taxa de juro de 4% ano. Os valores, que se referem à linhas de transmissão construídas antes de 2000, serão pagos ao longo de 30 anos à companhia pelo governo federal.

A aplicação de uma taxa de juro de 4% ano à indenização é, por enquanto, apenas uma promessa de Brasília. A empresa espera que o governo divulgue uma portaria, regulamentando o acordo.

Os investidores receberam bem a notícia. As ações da Cteep subiram 5,6% ontem e foram a maior alta do Ibovespa. Os papéis anularam as perdas do pregão de segunda-feira, quando o mercado reagiu mal à decisão da companhia de aceitar a renovação de seus contratos de concessão. A remuneração de 4% ao ano não era conhecida pelos investidores até o momento e muda o cenário para a transmissora.

Segundo o presidente do conselho de administração da Cteep, Luís Fernando Alarcón, a taxa de juro foi informada à companhia em suas “conversas” com o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, e pelo representante do Ministério das Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann. O percentual de 4% baseia-se nos títulos do Tesouro, disse o executivo.

“Acreditamos que a informação esteja certa por se tratar de altos funcionários do governo”, afirmou Alarcón, ao responder às suspeitas dos analistas sobre a intenção do governo de manter a promessa. “O governo muda de posição a toda hora. E caso essa promessa feita não seja confirmada?”, perguntou uma analista, em teleconferência realizada pela manhã.

“Não haveria sentido lógico e econômico [se não houvesse uma correção por uma taxa de juro]”, disse Alarcón, ao se referir ao prazo de 30 anos para o pagamento dos valores. Até ontem, os analistas sabiam apenas que as parcelas seriam corrigidas pela inflação.

A Cteep calcula que terá direito a receber R$ 3 bilhões pelos investimentos não amortizados nas linhas de transmissão construídas antes de 2000, além dos R$ 2,9 bilhões já anunciados para as linhas construídas depois desta data.

A Aneel, porém, ainda não revelou os valores que serão reembolsados para os ativos em operação antes 2000. Inicialmente, essas linhas não iriam receber nenhuma indenização, mas o governo voltou atrás para incentivar as empresas a renovar seus contratos.

A Cteep afirmou que terá de reduzir seu endividamento para se ajustar à sua nova realidade a partir de 2013, quando suas receitas cairão com a entrada em vigor das medidas. “Teremos de redimensionar a companhia e a alavancagem é um tema prioritário”, afirmou Reynaldo Passanezi Filho, diretor de relações com investidores.

Por Claudia Facchini | De São Paulo

CEEE toma decisão “sofrida”

A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) sairá do equilíbrio financeiro neste ano para um déficit perto de R$ 600 milhões em 2013, devido à queda de receitas com a renovação antecipada de suas concessões.

Mesmo assim, a estatal gaúcha preferiu aderir à proposta do governo federal de prorrogação dos contratos de aproximadamente seis mil quilômetros de linhas de transmissão e de doze usinas hidrelétricas, com potência total de 413 megawatts (MW). Passo Real, a maior delas, tem 158 MW.

“Era ruim renovar (os contratos), mas seria muito pior não fazê-lo”, resume o ex-secretário gaúcho de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque (PSB-RS), que acaba de reassumir o cargo de deputado federal. Até a semana passada, ele cuidava diretamente do assunto. Albuquerque explica que, sem prorrogar as concessões desses ativos, a CEEE ficaria somente com os passivos – mas sem perspectivas claras de reaver o fluxo de caixa. “Foi uma decisão muito sofrida”, admite o ex-secretário, ponderando, no entanto, que a garantia de mais 30 anos de concessão permite arrumar as contas. Talvez haja a necessidade de ajustes. “Ninguém pode negar que havia gorduras em excesso no setor elétrico.”

O diretor financeiro e de relações com investidores da CEEE, Gerson Oliveira, acredita que será possível eliminar o déficit da estatal. “Em quatro ou cinco anos, voltaremos ao equilíbrio”, garante. Quando se refere às contas da empresa, ele inclui o segmento de distribuição, cujo contrato de concessão também expira em 2015 e precisará ser renovado. Com cerca de 4.600 empregados, a CEEE passou por um processo de reestruturação que lhe deu acesso, pela primeira vez em 35 anos, ao mercado internacional de crédito. Foram firmados financiamentos com o BID e a Agência Francesa de Desenvolvimento.

A proposta original de indenização à CEEE, por seus ativos de transmissão, era de R$ 661 milhões. Ela optou em receber esse montante em três anos, corrigidos pelo IPCA mais 5,59% ao ano, segundo Oliveira. Com a Medida Provisória 591, que reconhece os investimentos não amortizados anteriores a 2000, o executivo calcula acréscimo de R$ 361 milhões. Para os ativos de geração, o governo não havia reconhecido nada, mas a CEEE pleiteia R$ 80 milhões. (DR)

Origem: Valor Econômico

Procedência: http://www.valor.com.br/empresas/2928518/cemig-adere-apenas-nos-ativos-de-transmissao#ixzz2EAnwtSDP

http://www.valor.com.br/empresas/2928526/acordo-foi-melhor-que-o-esperado-para-cteep#ixzz2EAoF4XPm

http://www.valor.com.br/empresas/2928528/ceee-toma-decisao-sofrida#ixzz2EAoYYwsn

Written by goppp

05/12/2012 às 08:49

Publicado em Concessão, Empresas, Valor Econômico

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