goppp

Informações e notícias sobre colaborações público-privadas

Companhias precisam se preparar para possíveis mudanças no setor

leave a comment »

Concessão públicas tornam empresas do setor vulneráveis às posições do governo.

Caso ocorra uma mudança na postura do governo mediante à Medida Provisória 579, no que se refere às reivindicações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), é muito difícil prever quais as consequências na legislação como um todo. “É uma decisão muito política. Não dá para prever como as outras empresas do setor reagiriam a qualquer tipo de mudança que  seja feita pelo governo”, afirma Nivalde de Castro, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em energia.

Seja como for, o professor acredita que a Cemig já  deveria estar se preparada para os impactos decorrentes de uma possível mudança nos contratos. “Isso deveria estar previsto desde o início da concessão, já que as regras são determinadas  elo Estado”, diz. Segundo ele, o impacto sobre as contas das concessionárias será pesado, mas é inevitável. No caso específico das três usinas da Cemig, caso a renovação não aconteça  gora, será realizada em 2015, quando se encerra o contrato atual. “O impacto das mudanças no fluxo de caixa vai ser alto, mas seja agora ou daqui a três anos, quando vencerem as  concessões, a Cemig vai ter de enfrentar a situação. Se ela não renovar pelos termos do governo agora, quando acabar o período contratual o Estado vai fazer uma nova licitação”, diz Castro.

Desde já, porém, a indefinição sobre as regras em que ocorrerá  a renovação das concessões da Cemig tem provocado tensão interna na companhia. Na última semana, funcionários da  empresa fizeram paralisação de 24 horas. Segundo os membros do sindicato, a empresa tem utilizado a indefinição da MP 579 como justificativa para oferecer aumentos salariais menores do que os esperados pela categoria. Além disso, haveria  indicativos de demissão caso a medida seja sancionada com o mesmo texto que foi remetido ao Congresso. Em entrevistas anteriores,  executivos da empresa admitiram que será necessário realizar ajustes operacionais, mas negaram a possibilidade de demissões em massa. Procurada para comentar como via a possibilidade  e mudanças na medida provisória e os possíveis impactos, a Cemig não respondeu aos pedidos da reportagem até o fechamento desta edição.

Investidores

Dada a importância que a  renovação ou não dos contratos pode ter sobre as empresas do setor e com a proximidade das assembleias que decidirão a posição das companhias, a Associação dos Investidores no  Mercado  de Capitais (Amec) orientou os investidores de empresas de energia a não deixarem de participar dessas assembleias. “As propostas em tela contêm impactos significativos não  penas para a rentabilidade das companhias, mas para sua própria sobrevivência”, afirmou a associação, em comunicado enviado aos associados. ■

Gabriel Ferreira |  ferreira@brasileconomico.com.br 

Origem: Brasil Econômico

Procedência: Brasil Econômico

Written by goppp

27/11/2012 às 08:59

Publicado em Empresas, Valor Econômico

Tagged with , ,

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: