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Sabesp critica proposta preliminar da Arsesp

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Com uma hora e 30 minutos de duração, a teleconferência com analistas promovida pela Sabesp ontem para abordar os resultados do terceiro trimestre teve um só foco: a revisão tarifária conduzida pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). O mercado deixou explícitas as dúvidas que rondam o processo, principalmente no que tange à receita estimada para os próximos anos, com a revisão concluída.

Ainda que pretenda formalizar as críticas apenas na audiência pública, que ocorrerá até 13 de dezembro, a Sabesp elencou uma série de críticas à nota técnica da agência reguladora. O diretor econômico-financeiro e de relações com investidores da Sabesp, Rui Affonso, ressaltou que um dos pontos centrais diz respeito ao Opex (despesas operacionais) considerado pela Arsesp.

“Consideramos que uma série de cortes de despesas do Opex foi feita de forma arbitrária, principalmente em elementos relacionados a pessoal, o que, na nossa visão, não tem amparo legal”, afirmou o executivo.

A empresa também destacou que a série adotada pela Arsesp para os volumes traçados de consumo médio mensal é muito curta e mencionou “falta de clareza” no tratamento das taxas de depreciação utilizadas no fluxo de caixa, no qual a Arsesp considera uma vida útil de 44 anos, acima do cálculo da Sabesp, entre 30 e 33 anos.

A companhia paulista ainda fez críticas em relação ao Fator X – que procura repassar aos usuários os ganhos de eficiência da empresa por meio de tarifas mais baixas em termos reais – proposto pela Arsesp. “A série proposta para mudanças tecnológicas é extremamente curta e, portanto, de difícil utilização para o efeito a que se destina, ou seja, captar mudanças tecnológicas”, comentou o diretor da Sabesp, na teleconferência. Segundo o superintendente de custos e tarifas da empresa, Silvio Xavier, a Arsesp usou dois anos de dados para tentar estimar essa mudança tecnológica, período considerado curto para o setor de saneamento.

Outro elemento criticado está relacionado à comparação com empresas inglesas. Affonso afirmou que a escolha dessas companhias como “benchmark” como ganho de eficiência “não parece apropriado, por elas apresentarem um grau bastante diferente de maturidade na evolução do marco regulatório, bem como na universalização dos serviços”.

Por enquanto, a Sabesp pretende apenas discutir as bases e elementos da metodologia, descartando qualquer alteração de estratégia com base na nota técnica da Arsesp. “Os parâmetros serão ou não ratificados no processo que finda em 29 de dezembro e muita coisa pode e deve mudar. O momento é de debate, de discutir a nota técnica, não montar estratégias em cima de algo ainda em discussão”, disse Affonso.

Por Beatriz Cutait | De São Paulo

Origem: Valor Econômico

Procedência: http://www.valor.com.br/empresas/2912840/sabesp-critica-proposta-preliminar-da-arsesp#ixzz2CwqA77P4

Written by goppp

22/11/2012 às 09:08

Publicado em Regulação, Valor Econômico

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