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Investimento de R$ 7 bilhões muda a face do Porto do Rio

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Grandes empresas participam do projeto do Porto Maravilha e o desembolso já atingiu R$ 1 bilhão em um ano.

Com projeto similar ao de Puerto Madero, em Buenos Aires, e com significativo atraso em relação a outros países, o Porto do Rio começa a ganhar nova cara com o Projeto Porto  Maravilha, orçado em R$ 7,6 bilhões e realizado por meio de uma parceria público-privada. A previsão é de que as obras sejam concluídas até 2015. Do total, R$ 4,1 bilhões serão  aplicados em revitalização, reurbanização e infraestrutura e os R$ 3,5 bilhões restantes representam prestação de serviços municipais.

Segundo Sérgio Lopes, diretor financeiro da  Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio (Cdurp), em pouco mais de um ano de obras, os recursos já estão garantidos e o cronograma está adiantado. Até o  momento, R$ 1 bilhão já foram empregados. O projeto inclui uma das intervenções mais discutidas pelos cariocas: a derrubada do elevado da Perimetral.

A vocação imobiliária da área,  com potencial de construção de quatro milhões de metros quadrados, tem se confirmado, com o interesse de grandes empresas, algumas com as obras já iniciadas. “Grandes empresas, como a Tishman, já começaram a construir. Temos 70 projetos aprovados e outros 39 estão em análise na prefeitura”, diz Lopes.

Além de hotéis e centros de convenções, importantes  para que a cidade torne um centro de negócios cada vez mais forte, a área vai abrigar diversos edifícios comerciais. Para Marcelo Haddad, diretor-executivo da Rio Negócios, agência  promotora de investimentos na capital carioca, o aumento da oferta de escritórios na região vai ser importante para combater uma das principais críticas dos empresários que desejam  ir  ara o Rio: o custo.

“Várias empresas falam que o Rio é caro. Coma oferta de escritórios, nossa capacidade de atração de negócios se multiplica”, explica Haddad, ressaltando, porém, que    projeto vai ser relevante também para as outras áreas centrais do Rio. “O Porto Maravilha vai trazer para a cidade do Rio uma qualidade de instalações rara no Centro. Vai gerar atração,  as  também migração. Parte deste Centro ‘atual’ deve começar a se qualificar quanto às instalações, para não perder seus clientes para o Porto”, completa.

A revitalização e o fato de cada vez  mais empresas se instalarem na região devem incentivar que o número de moradores locais salte dos atuais 20 mil para mais de 100 mil até o final das obras. Apenas o Porto Olímpico —  que englobará equipamentos não esportivos para a Olimpíada de 2016, como a Vila de Mídia, a Vila dos Árbitros, além de dois centros de tecnologia e logística — vai ter 1330  apartamentos, que após os Jogos, serão postos à venda para servidores públicos municipais. Entre as obras que em breve vão mudar a paisagem do Porto do Rio, estão o Centro Cultural José Bonifácio, o Museu de Arte do Rio, a revitalização dos galpões da Gamboa e o Museu do Amanhã, que será entregue ao público em julho de 2014. ■

Gabriela Murno |  murno@brasileconomico.com.br

Empresas migram para a região central da cidade

GVT e Banco Central já divulgaram investimentos no local; Oi deve acompanhá-los.

O número de empresas que se instalará na área do Projeto Porto Maravilha cresce a cada dia. Fontes do setor garantem que a Oi tem projetos para mudar a sua sede para a região (apesar de a companhia não confirmar a informação), acompanhando a decisão tomada pela GVT, que investiu R$ 5 milhões na reforma de um prédio no local, e o Banco Central do Brasil, que  ai empregar R$ 80 milhões em sua nova sede. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também prevê se instalar na região.

Confirmando a vocação da cidade do Rio para tecnologia, a Microsoft foi a última empresa a anunciar R$ 200 milhões para a revitalização de um prédio histórico na região, que vai abrigar uma aceleradora de negócios, um Laboratório de  Tecnologia Avançada e um centro de desenvolvimento da plataforma de busca da companhia, o Bing. No primeiro semestre, a Cisco havia anunciado R$ 50 milhões para a instalação de um Centro de Inovação, na Avenida Presidente Vargas, que apesar de distante da área principal, faz parte do projeto de revitalização da Zona Portuária. A área do Porto Maravilha abriga o Centro de Operações da Prefeitura do Rio e embreve englobará também o Centro de Segurança do Governo do Estado.

Os edifícios comerciais serão um dos destaques da região do  orto  o Rio. Grandes empresas, como Tishman Speyer, MDL Realty, CHL, São Carlos, Fibra Experts, além da Sandria Projetos e Construções anunciaram investimentos. Especula- se ainda que, em vez de construir uma nova sede, a Oi poderia ocupar um dos prédios da MDL.

Segundo Marcelo Haddad, diretor- executivo da Rio Negócios, as empresas são atraídas porque a cidade  está próxima dos centros comerciais e industriais do país; possui um complexo educacional de engenharia quatro vezes melhor do que outras cidades; abriga grandes empresas, como  Vale e Petrobras; e capta talentos. “O acesso ao capital é outro atrativo. É aqui que estão Finep, BNDES e os fundos de pensão”, finaliza. ■ G.M.

Origem: Brasil Econômico

Procedência: Brasil Econômico

Written by goppp

13/11/2012 às 17:07

Publicado em Brasil Econômico

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