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Paulistas Cesp e Cteep podem não renovar concessões com governo

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Geradora pode receber indenização de R$ 1 bilhão, enquanto a transmissora ficará com R$ 2,9 bilhões.

O valor da indenização, de R$ 20 bilhões, para as elétricas já levanta especulações de que algumas empresas podem voltar atrás e optar por não renovar suas concessões. Entre as que  correm esse risco, de acordo com opinião do mercado, estão a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep).

A Cesp chegou a  informar, por meio de comunicado, que “questionará, em prazo hábil, a composição das tarifas inicias e sua metodologia.” Com a tarifa para operação de R$ 7/MWh definida pelo governo, a  companhia receberá cerca de R$ 1 bilhão de indenização (hidrelétrica de Três Irmãos com R$ 986 milhões e R$ 22 milhões para Ilha Solteira), após ter estimado um montante que poderia  chegar a R$ 8 bilhões. Procurada pela reportagem, a Cesp não quis se pronunciar.

“Uma vez que as novas condições ficaram bem abaixo do esperado, espremendo o fluxo de caixa das  empresas na renovação e portanto ampliando a diferença de valor entre as estratégias de renovação e de recusa, presumimos que as chances da Cesp manter as concessões até o vencimento aumentou”, ressaltam os analistas Marcelo Britto e Alexandre Kogake da Citi Corretora.

Para eles, a Cesp estaria em melhor posição recusando a renovação antecipada, usando fluxos de  caixa para implementar um programa de demissões ou fazendo ofertas em leilões. “O corte de tarifas anunciado para operar as hidrelétricas irá exigir que a Cesp,em particular, adote  programas severos de eficiência para reduzir custos, principalmente os relacionados ao corte de funcionários”, completa Sergio Tamashiro, analista do J.Safra.

Já a perspectiva para a Cteep, que receberá indenização de  R$ 2,9 bilhões, ainda divide opiniões dos analistas. Enquanto duas casas (Citi e J.P Morgan) avaliam que a empresa deve seguir o mesmo cenário da Cesp e não  enovar, a equipe do J.Safra acredita que a companhia se beneficiou da Medida Provisória 579 e deve aceitar a proposta do governo mesmo a Receita Anual Permitida (RAP) tendo ficado em R$ 516 milhões, valor bem abaixo do atual em R$ 2,1 bilhão.

“Acreditamos que a Cteep tenha sido uma das companhias mais beneficiadas pelo reembolso anunciado de ativos não  depreciados, totalizando R$ 2,9 bilhões, em comparação às nossas estimativas equivalentes a zero”, avalia Tamashiro do J.Safra. Segundo ele, o reembolso deve permitir que a empresa  mantenha seus índices de dividendos historicamente altos. Procurada, a Cteep não atendeu a reportagem.

Porém os analistas do Citi reafirmam a opinião de que “acreditam que a estratégia  ominante da Cteep e da Cesp agora seja a de manter as concessões até ovencimento”.

Já a paranaense Copel, que receberá indenização de R$ 893 milhões, convocou para o dia 30 de  novembro uma assembleia geral extraordinária para deliberar sobre as tarifas expostas pelo governo.

Na opinião da equipe do Citi, a Copel junto com a mineira Cemig, que recusou a renovação antecipada de suas três maiores usinas, foram pouco afetas com os valores definidos pelo  overno. De acordo com o cronograma da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as empresas têm até o dia 4 de dezembro para assinarem o contrato de renovação. ■

Rafael Palmeiras | rpalmeiras@brasileconomico.com.br

Origem: Brasil Econômico

Procedência: Brasil Econômico

Written by goppp

08/11/2012 às 09:05

Publicado em Brasil Econômico

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