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Debêntures batem recorde em outubro, com R$ 5,5 bilhões

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Operações foram lideradas por empresas de infraestrutura; no ano captação chega a R$ 14,2 bi.

Outubro foi um mês recorde em emissões de debêntures: R$ 5,5 bilhões (sem considerar os papéis emitidos com esforços restritos, aqueles voltados para investidores qualificados, nem os das empresas de leasing). Na comparação com igual mês do ano passado, quando houve apenas uma oferta de R$ 500 milhões, a alta é de 1000%.

Todas as sete operações realizadas mês  assado são de empresas de setores de energia e infraestrutura. Segundo especialistas, tudo indica que este cenário deve continuar nos próximos meses, especialmente no setor de  transporte.

Ainda há em análise pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), outras emissões—Triângulo do Sul, Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras) e Desenvix Energias Renováveis    que somam R$ 2,72 bilhões.

O volume alcançado no ano também é recorde, com R$ 14,20 bilhões e 19 ofertas ante 9 operações realizadas em 2011 de R$ 3,2 bilhões. Contando com as  debêntures de esforços restritos (para investidores qualificados) o volume no ano salta para R$ 25,3 bilhões até setembro, enquanto em todo o ano passado foi de R$ 9,3 bilhões.

Com juros  cada vez mais baixos, os investidores estão cada vez mais interessados em diversificar comprando papéis privados de boa qualidade. Mas a maioria das emissões de debêntures realizada  este ano, principalmente em outubro, foram dos setores de energia e infraestrturua de transportes. O setor de energia, às voltas com questões regulatórias que podem impor prejuízos,  ode  e retrair, mas o de transportes (ferrovias, portos, aeroportos) tende a continuar ativo. Quanto mais perto chegar da Copa do Mundo e das Olimpíadas, mais o governo vai ter que investir  isso e mais essas empresas terão demanda, portanto, vão continuar precisando de recursos para investir. A opinião é de Alfried Ploger, vice presidente da Associação Brasileira das  Companhias Abertas (Abrasca) e da Melhoramentos. Mas a economia continuou ruim em outubro. Para a maioria dos setores, a insegurança persiste. Portanto, não vejo muitas empresas  recorrendo a emissão de debêntures para captar dinheiro porque simplesmente não tem planos de investimento em andamento”, diz.

Para Ignacio Lorenzo, superintendente executivo de  distribuição de crédito do Santander, a migração de títulos públicos ou letras financeiras para debêntures é natural já que o cenário de juros tem contribuindo com o apetite dos investidores  por esses papéis. E, claro, o incentivo do governo com isenção de impostos para debêntures de infraestrutura também contribui para este cenário. Até hoje duas emissões destas já foram  feitas, da CCR e da Montes Claros.

Outra aposta de Lorenzo são as debêntures de projetos, cuja remuneração está atrelada ao projeto e não à empresa emissora. Este tipo de operação ainda é pouco conhecida no Brasil, mas de acordo com Lorenzo, tende a atrair investidores que buscam ativos com prazos mais longos.

“Tenho em mente um cenário bastante otimista para estes papéis, que devem atrair pessoas físicas e investidores private. Não é ainda um mercado em expansão, mas acredito que será a partir do ano que vem, principalmente com incentivo fiscal  o governo, o que deve fazer com que investidores estrangeiros se sintam mais motivados a participar”.

Outra tendência, na visão de Lorenzo, são os papéis atrelados à inflação. “Há uma  demanda crescente por debêntures atreladas ao IPCA, tendência que já vinha se delineando e que, no mês de outubro, se consolidou”, afirma o executivo, para quem estes papéis têm um retorno interessante neste momento, por manterem o capital preservado.

David Aboutboul, operador de debêntures da Renascença, acredita que esta forte demanda deve perdurar por  algum tempo, pelo menos até o próximo ano, especialmente pela expectativa de que a Selic continue em patamares baixos.

“Existe uma movimentação geral por parte do BNDES, governo, setor privado e fundos estrangeiros para viabilizar novas operações; e as empresas viram que ficou mais vantajoso para elas, o que deve fomentar ainda mais este mercado” diz. ■

Priscila Dadona | pdadona@brasileconomico.com.br (Colaborou Léa De Luca.)

Written by goppp

08/11/2012 às 17:49

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