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Rodovias brasileiras estão piores

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Segundo estudo da CNT, dos 95,7 mil km da malha rodoviária avaliados em 2012, cerca de 60%apresentam algum tipo de problema, como falhas na sinalização, pavimentação ruim ou irregularidades na geometria.

A qualidade das rodovias brasileiras continua recebendo pouca atenção do país. É o que mostra o estudo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) que descobriu que 62,7% da  alha rodoviária apresenta algum tipo de problema. Em 2011, esse percentual era de 57,4%. Entre as complicações estão buracos, pavimentação ruim e deteriorada. A CNT avaliou as  condições de 95,7 mil km de estradas. Além desses pontos, foi observada a sinalização e a geometria da via de 100% da malha federal pavimentada e das principais rodovias estaduais, que  incluem as rodovias mantidas por concessão.

Na avaliação do presidente da CNT, senador Clésio Andrade, essa é uma questão que precisa ser solucionada com urgência.“A boa sinalização    fundamental para garantir a maior segurança dos motoristas e passageiros que trafegam pelas rodovias do Brasil. Por isso é muito importante investir nessa frente e nas demais em que os  problemas são constatados”, diz. Ainda de acordo com Andrade, o volume de ocorrências apuradas pelos pesquisadores chegou a 221. Elas contemplam pontos críticos como erosão na pista, queda de barreira, ponte caída ou buraco grande. Em 2011, foram identificados 219.

Investimento necessário

Para solucionar esses problemas, modernizando a infraestrutura rodoviária do país, a entidade estima que sejam necessários investimentos da ordem de R$ 170 bilhões. Para o presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas  Anut), Luiz Baudez, a primeira coisa que o governo tem a fazer nesse sentido é um planejamento indicando rodovias que precisam ser priorizadas. “O governo federal não tem recursos  suficientes para melhorar toda a malha rodoviária, então que o pouco disponível seja direcionado para os principais trechos”, argumenta o especialista, apontado como exemplo a BR  81,  que liga São Paulo a Minas Gerais.

Outro ponto que Baudez chama a atenção é a necessidade de se trabalhar com prioridade técnica e não política. “O orçamento que já é pequeno acaba  sendo usado muitas vezes para agradar facções políticas, com interesse de agradar estados”, critica.

Além disso, ampliar as concessões rodoviárias e intensificar a fiscalização das obras  que estão sendo executadas são outros caminhos apontados por Baudez. “Temos um exemplo de ineficiência das fiscalizações com a operação tapa-buraco. Todos os anos ela acontece nos mesmo lugares. Esse trabalho mal executado abre um ralo para o escoamento do dinheiro público”, finaliza. ■

Cristina Ribeiro de Carvalho | ccarvalho@brasileconomico.com.br

Origem: Brasil Econômico

Procedência: Brasil Econômico

Written by goppp

25/10/2012 às 08:26

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