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Proibição de negociar nome do estádio pode restringir a receita do Maracanã

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Ontem, o secretário da Casa Civil do Rio, Régis Fichtner, afirmou que o concessionário do Maracanã terá uma taxa de retorno para o investimento de 9,8% ao ano. O edital prevê a concessão do local por 35 anos a partir da assinatura do contrato, esperada para o começo de 2013.

Mas o concessionário terá que fazer investimentos de R$ 469 milhões em obras até a Olimpíada de 2016. Entre elas a reforma do Maracanãzinho, que se transformará em uma arena multiuso, e a demolição do estádio de atletismo e do parque aquático e posterior construção de equipamentos similares nos arredores do estádio. Na conta de quem arrematar o palco da final da Copa de 2014 ainda está o gasto de R$ 43 milhões anuais para a manutenção do complexo esportivo, além da outorga anual de R$ 7 milhões a ser paga ao Estado durante 33 anos. Em valores totais, segundo a estimativa do governo, o concessionário terá faturamento de R$ 91 milhões por ano, subtraídas as despesas totais estimadas em R$ 2,2 bilhões.

A receita estimada em R$ 154 milhões é dez vezes superior aos valores praticados antes do fechamento do estádio para obras em 2010, quando a operação do Maracanã resultava em uma receita de R$ 15 milhões anuais.

Para especialistas, o novo Maracanã não deve gerar uma receita superior a R$ 100 milhões anuais. “A concessão do Maracanã é um negócio maravilhoso, mas uma receita estimada em R$ 154 milhões é uma estimativa elevada”, diz o diretor-executivo do Botafogo, Sérgio Landau, com a autoridade de quem gere o estádio do Engenhão. Para Landau, o concessionário do Maracanã pode faturar anualmente entre R$ 30 milhões a R$ 40 milhões, não mais do que isso. “Mas ainda assim é um bom negócio.”

Uma das maiores críticas ao projeto é a proibição de contratos de “naming rights” – em que as empresas compram o direito de dar seus nomes aos estabelecimentos -, para o Maracanã, admitidos na proposta do governo apenas para o Maracanãzinho e demais instalações.

“O custo de obras já morde uma parte importante da receita do estádio”, afirma o consultor de marketing esportivo Amir Somoggi. “O naming rights é importante porque pode servir para abater uma parte dessa dívida. Além disso, o contrato também serve para securitizar o empréstimo com os bancos para as obras previstas no contrato.”

De acordo com ele, o mais famoso estádio do Brasil teria potencial para conquistar R$ 15 milhões anuais em um contrato de naming rights.

Outra dificuldade para a arrecadação é a proibição de clubes de futebol participarem da concessão. Sem eles, a previsão é que o concessionário arrecade pouco em dias de jogo, pois a bilheteria pertence aos clubes. O Engenhão, por exemplo, recebe apenas R$ 40 mil de aluguel do Flamengo ou Fluminense em um dia de casa cheia.

Por Guilherme Serodio | Do Rio

Origem: Valor Econômico

Procedência: http://www.valor.com.br/brasil/2875924/proibicao-de-negociar-nome-do-estadio-pode-restringir-receita-do-maracana#ixzz2A8slY6tH

Written by goppp

23/10/2012 às 14:59

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