goppp

Informações e notícias sobre colaborações público-privadas

Usinas sem renovação não afetam preços

leave a comment »

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, reforçou ontem o coro da cúpula energética de Dilma Rousseff de que a não renovação da concessão de 14 usinas não afetará a estimativa de redução de tarifas de energia do governo federal, da ordem de 20%. Tolmasquim explicou que a projeção feita pelo governo, que considerava a renovação de todas as concessões, tinha uma folga para esses casos.

“Trabalhamos com o mesmo potencial de redução [das tarifas]. Não mudou nada. É aquilo que foi anunciado pela presidente [Dilma Rousseff]”, afirmou o executivo, durante debate sobre planejamento energético, na Câmara de Comércio Americana.

Com relação às declarações do presidente da Cemig, Djalma Morais, de que a empresa pode acionar a Justiça para garantir a concessão de três hidrelétricas fora das regras da medida provisória 579, Tolmasquim afirmou que “toda empresa tem o direito de entrar na Justiça, mas devemos ao máximo evitar a judicialização do processo”.

O presidente da EPE também discordou das críticas feitas pelas empresas de que o governo atropelou o processo de renovação das concessões com a edição da medida provisória. “Todo mundo sabia que ia acabar a concessão. Todo mundo sabia que havia um grupo de trabalho no governo estudando o assunto. A coisa foi feita de forma cautelosa”, afirmou.

No início de novembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informará às empresas as condições para a renovação dos contratos das usinas que solicitaram a prorrogação das concessões. A partir daí, as companhias terão um mês para avaliar e decidir se assinam, ou não, a renovação dos contratos.

Com relação ao setor de gás natural brasileiro, o presidente da EPE admitiu que o preço do produto hoje é um fator que limita o desenvolvimento do mercado. Tolmasquim acrescentou que, apesar do gás de xisto ter um potencial de custo mais baixo, ele ainda não pode ser considerado no planejamento energético porque não há dados suficientes.

“Existe uma grande expectativa sobre o gás de xisto no Brasil. Existe [recursos] na Argentina. E cada vez mais o Brasil aparenta ter esse potencial, mas não temos indícios. Não dá para considerar isso no planejamento ainda. Não temos conhecimento suficiente”, afirmou.

O presidente da EPE ressaltou ainda que o Brasil se tornará exportador líquido de derivados de petróleo em 2017. A empresa dirigida por Tolmasquim trabalha com a expectativa de implantação das refinarias Premium I (no Maranhão) e II (no Ceará) em 2017 e 2018, respectivamente. Além disso, a EPE prevê que a produção de petróleo no país atinja 5,4 milhões de barris/dia em 2021, para uma demanda de 3 milhões de barris/dia.

“O Brasil terá uma característica paradoxal. Será o primeiro país exportador de petróleo do mundo a ter uma matriz energética com forte participação de fontes renováveis”, ressaltou. De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2021, essas fontes responderão por 45% da matriz brasileira.

Por Rodrigo Polito | Do Rio

Dilma diz que obra de Estreito é fruto de “teimosia”

O grupo GDF Suez inaugurou ontem, no rio Tocantins, na fronteira entre os Estados do Maranhão e do Tocantins, a hidrelétrica de Estreito, em cerimônia que contou com a presença da presidente Dilma. A hidrelétrica, na qual foram investidos R$ 5 bilhões e tem capacidade para produzir 1,087 mil MW médios, deveria estar concluída inicialmente em 2008, mas problemas geológicos e outros contratempos adiaram a construção e fizeram com que o empreendimento custasse R$ 1 bilhão acima do orçamento previsto.

Em seu discurso, a presidente Dilma afirmou que a construção da hidrelétrica foi fruto de “determinação, empenho e teimosia”. Conforme ela mesma lembrou, Estreito foi licitada em 2002, quando ainda vigorava o antigo regime do setor elétrico, e começou a ser construída um ano após a implementação do novo marco regulatório, em 2003, que foi criado durante a gestão de Dilma à frente do Ministério de Minas e Energia. Por ter passado pela transição entre os dois regimes, a geração de Estreito foi apelidada de “energia botox”, por não ser nem energia “velha”, das antigas hidrelétricas, nem energia “nova”, das novas usinas, licitadas após 2003.

Em seu discurso, o presidente da GDF Suez, Ricardo Bähr, disse que o grupo gostaria de renovar a concessão de Estreito quando vencer o seu contrato, o que só acontecerá em 35 anos. Em seu pronunciamento, Dilma aproveitou a oportunidade para provocar as empresas que possuem concessões que vencem em 2015 e cuja renovação foi alvo da Medida Provisória 579, assinada pela presidente no dia 11 de setembro. “Terei 99 anos quando vencer o contrato dessa usina e espero viver até lá. Quando você assina o contrato, está escrito lá que [a concessão] volta para o poder concedente. O certo é devolvê-lo para a população”, afirmou Dilma, lembrando que todos os brasileiros irão pagar pela hidrelétrica durante os 35 anos de concessão.

Por Cláudia Facchini | De Estreito (MA)

A repórter viajou a convite da GDF Suez

 

Origem: Valor Econômico

Procedência: http://www.valor.com.br/empresas/2870438/usinas-sem-renovacao-nao-afetam-precos#ixzz29e9TNw00

http://www.valor.com.br/empresas/2870448/dilma-diz-que-obra-de-estreito-e-fruto-de-teimosia#ixzz29e9x9Iy4

Written by goppp

18/10/2012 às 07:53

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: