goppp

Informações e notícias sobre colaborações público-privadas

Empresas de energia aceitam renovação para ganhar tempo

leave a comment »

Com o fim do prazo para renovação, elétricas aguardam governo anunciar o novo valor da tarifa para decidir futuro.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai apresentar hoje uma lista robusta com o nome das elétricas que optaram por continuar com suas concessõespor mais 30 anos, de  acordo com as regras estabelecidas pela Medida Provisória (MP) 579.

Mesmo no escuro, diante da ausência de informações sobre o valor da tarifa, que segundo o mercado pode girar em  torno de R$ 30 / MWh, empresas como o Grupo Eletrobras, Copel e Cemig apresentaram suas propostas de renovação à Aneel.

De acordo com levantamento feito pelo Ministério de  inas   Energia (MME), a MP 579 afeta nove contratos de transmissão que tem seu vencimento em 2015 de empresas como Chesf, Eletronorte, Eletrosul e Cemig.

José Cláudio Cardoso,  presidente da Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate) afirmou ao BRASIL ECONÔMICO que todas as empresas associadas já se  pronunciaram pela renovação. “A decisão foi pessoal de cada empresa que reuniu seu conselho administrativo para avaliar a decisão”, afirmou o executivo. Na visão de Cardoso a opção pela renovação foi a melhor decisão a ser tomada pelas transmissoras, principalmente, com o objetivo de ganhar tempo.

De acordo com o cronograma divulgado pela Aneel, no dia 1  novembro as elétricas serão informadas do valor da tarifa e tem até o dia 4 de dezembro para assinarem o contrato. “As transmissoras ainda tem algumas dúvidas, por exemplo, como  erá    critério de avaliação dos ativos não imobilizados, o que vai influenciar nas discussões. Mesmo assim acredito que governo e empresas vão chegar a umdenominador comum.”

Já no  segmento de geração, empresas do Grupo Eletrobras como a Chesf encaminharam ontem, último dia estabelecido pela Aneel, seu pedido de renovação, segundo fontes ligadas a empresa.    solicitação encaminhada ao governo envolve 91% do parque gerador da empresa e 99% da rede de linhas de transmissão. De acordo com dados do MME, o grupo é o mais afetado pela MP  579 com 67,26% de participação no segmento de geração.

Na distribuição, a adesão também foi massiva, de acordo com Marco Delgado, diretor da Associação Brasileira de  istribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que reúne 41 concessionárias, estatais e privadas e responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica a 98% dos consumidores brasileiros. “Já tínhamos  iniciado o processo de renovação antes da MP, porém, na época, nem todas as regras estavamdefinidas”, esclarece o executivo.

Segundo Delgado, a Abradee não teve conhecimento de alguma empresa que não tenha aderido a renovação. “O que muitas delas fizeram foi apresentar algumas ressalvas na renovação, podendo inclusive reavaliar seus interesses”, destacou.

Questionado sobre os rumores de que a Eletrobras poderia estar estudando a possibilidade de vender as seis distribuidoras de energia federalizadas que hoje fazem parte da holding  estatal, o diretor da Abradde apenas afirmou que “não posso falar pela Eletrobras mas essa situação faz parte do atual cenário, onde as empresas estão fazendo suas avaliações”. ■ Com Reuters

Rafael Palmeiras | rpalmeiras@brasileconomico.com.br

 

Perdas das elétricas na bolsa chegama R$ 26,9 bilhões

Os maiores prejuízos foram registrados pela Eletrobras, com queda de R$ 9,2 bi em seu valor.

As discussões sobre a Medida Provisória 579 já afetam os papéis das elétricas listadas na bolsa brasileira. De acordo com levantamento feito pela Economatica, o setor de energia  elétrica, composto por 33 empresas, é o mais afetado no ano, com perdas que já somam R$ 26,9 bilhões. Por empresa, as maiores perdas de valor de mercado no ano são da Eletrobras (R$ 9,2  milhões), seguido pela Cesp (R$ 3,8 bilhões) e CPFL Energia (R$ 3,5 bilhões).

Desde que a MP 579 teve início, no dia 12 de setembro, os papéis da Cemig apresentam uma leve alta de  ,91%. Djalma Bastos de Morais, presidente da empresa informou que “a Cemig acredita que as medidas adotadas pelo governo federal para redução das tarifas de energia elétrica são fundamentais para o crescimento do País e benefício de todos os brasileiros”.

O executivo destaca que a empresa informou à Aneel a adesão integral para a renovação das suas quatro  concessões de distribuição, mas alertou que com relação aos ativos de transmissão e geração de energia, aderiu a proposta da MP, com ressalvas.

“Em todos os requerimentos, um para  cada usina, foram incluídas ressalvas que garantem à Cemig a possibilidade de não assinar o contrato se julgar que é do seu interesse”, destacou o executivo que também informou que não solicitou a renovação da concessão das usinas São Simão, Jaguara e Miranda. “Optamos por continuar com esses ativos até o término de cada concessão nas mesmas condições vigentes antes da edição da MP 579”, completa.

Já a Copel, que acumula perdas de 0,96% em seus ativos, informou ontem que protocolou junto à Aneel o pedido de prorrogação para os  segmentos  e geração, transmissão e distribuição de energia com vencimento até 2015. A Emae, a mais penalizada na bolsa, com perdas que totalizam 19,55%, pediu a renovação das suas  hidrelétricas na semana passada, assim como CPFL Energia e Cesp. ■ R.P.

Origem: Brasil Econômico

Procedência: Reuters

Written by goppp

16/10/2012 às 08:13

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: