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(VE) Rede prevê aporte de R$ 733 milhões

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Os aportes maiores precisariam ser feitos na Centrais Elétricas Mato-grossense (Cemat), no valor de R$ 205 milhões, e na distribuidora do interior de São Paulo Empresa Elétrica Bragantina (EEB), no valor de R$ 181 milhões.

De acordo com um documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o aporte de R$ 733 milhões será distribuído para as concessionárias de três formas. A primeira será via aumento de capital, no valor de R$ 150 milhões, e a segunda por meio da quitação de empréstimos, no total de R$ 437 milhões.

Outros R$ 186 milhões virão de “reposição”, por parte da Rede Holding, das aplicações das suas concessionárias que foram retidas pelo Banco Daycoval.

O grupo afirma que “após a implementação do plano, todas as concessionárias terão recursos suficientes para o pagamento de suas obrigações de curto prazo e terão geração de caixa compatível com o volume de serviço da dívida e necessidade de investimento”.

Os interventores nomeados pela Aneel para a Centrais Elétricas Mato-grossense (Cemat) e a Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul) convocaram assembleias extraordinárias de acionistas para deliberar sobre o plano que será apresentado à agência reguladora. A assembleia da Enersul será no dia 23 de outubro e da Cemat no dia 24 deste mês.

Queiroz não foi localizado. Herdeiro do grupo, o empresário não vai mais à sede da companhia na cidade de São Paulo, que foi ocupada pelos interventores, e passa seus dias na sua fazenda em Bragança Paulista (SP), disse uma fonte próxima à companhia. A EEB foi fundada em 1903 no município paulista.

Algumas empresas já manifestaram interesse na aquisição das concessionárias do Rede, mas algumas só querem algumas distribuidoras e não todas. Esse é o caso da CPFL. O Valor apurou que a companhia só pretende comprar as quatro distribuidoras do interior de São Paulo: a EEB, a Empresa de Distribuição de Energia Vale Paranapanema (EEVP), a Companhia Nacional Energética (CNEE), e a Caiuá. A Companhia Força e Luz do Oeste (CFLO), do Paraná, também pode interessar à companhia.

Mas o diretor geral da Aneel, Nelson Hubner, deixou claro que não quer vender o grupo em fatias, mas toda a holding.

Por Claudia Facchini | De São Paulo

Comercializadora perde na Justiça

O grupo Rede sofreu mais um revés na semana passada, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de liminar para que a sua comercializadora, a CTCE, continuasse firmando novos contratos de compra e venda no mercado livre de energia.

A comercializadora entrou na Justiça contra o seu desligamento pela Câmara de Comercialização de Energia (CCEE), onde a companhia está inadimplente. Mas sua solicitação foi negada pela juíza, que acatou os argumentos apresentados pela CCEE para desligar a empresa.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já abriu, no fim de setembro, processo para revogar a autorização da CTCE a pedido da câmara. O relator sorteado para responder pelo caso foi Romeu Donizete Rufino.

Devido ao porte da CTCE, a CCEE não pode desligá-la automaticamente, o que precisa ser feito pela agência reguladora. Comercializadoras de menor porte, porém, podem ser descredenciadas pela CCEE, que desligou recentemente outra companhia que estava inadimplente, chamada Deck.

A falta de pagamento das duas comercializadoras fez com que a inadimplência na CCEE disparasse, atrapalhando as negociações no mercado livre. O índice de inadimplência, que normalmente oscila entre 1% e 2%, atingiu 13,83% na liquidação CCEE referente a julho. O prejuízo, de R$ 73 milhões, precisa ser rateado por todos os agentes que têm contas a receber, ou que possuem excedentes de energia contratada.

A juíza que negou o pedido de liminar da CTCE afirmou que a empresa “estaria procedendo de forma temerária no mercado de energia elétrica”.

Os contratos já registrados pela CTCE na câmara continuam válidos. A CCEE impede que a companhia negocie novos contratos por entender que ela coloca o sistema em risco.

Segundo uma fonte do setor, a CTCE possui alguns contratos com preços bem mais elevados do que os praticados atualmente. O fim desses acordos pode ser um mau negócio para os geradores, mas favorável para os compradores.

Os preços da energia no mercado “spot” registraram uma forte alta devido ao clima predominantemente seco no país. O PLD, que é utilizado para liquidação das diferenças entre os contratos de compra e venda na CCEE, foi reajustado em 35% na última semana, passando a ser de R$ 243 por MWh na região Sudeste e Centro-Oeste. Para o Nordeste, o reajuste foi maior, de 39%, para R$ 256,30. (CF)

BNDES fica com 12,2% da Renovar Energia

O BNDESPar ficou com 12,2% das ações da Renova Energia após o aumento de capital da companhia, concluído no dia 2. O fundo de participações do banco estatal, que não estava no capital da Renova, entrou com cerca de R$ 261 milhões na operação.

Contando com a participação dos demais acionistas da companhia, a capitalização somou ao todo R$ 314,7 milhões. Pelo acordo firmado com entre o BNDESPar e a Renova, o aporte mínimo do fundo era de R$ 255 milhões e, caso não houvesse interesse dos minoritários, o banco de fomento poderia garantir a integralidade dos recursos da operação.

O BNDESPar poderá eleger um membro para o conselho de administração da Renova. Além disso, o contrato prevê venda conjunta caso os controladores se desfaçam de suas papéis e o direito de vender sua participação em uma eventual oferta pública de ações.

A Renova é o braço de energia renovável da Light que, juntamente com a RR Participações e a Infrabrasil Investimentos, detinha 79,5% do capital da companhia antes da capitalização.

Por Natalia Viri | De São Paulo

 

Origem: Valor Econômico

Procedência: http://www.valor.com.br/empresas/2860280/rede-preve-aporte-de-r-733-milhoes#ixzz28oKXgqFD

http://www.valor.com.br/empresas/2860284/comercializadora-perde-na-justica#ixzz28oKvrT8R

http://www.valor.com.br/empresas/2860294/bndes-fica-com-122-da-renovar-energia#ixzz28oLBzGNN

Written by goppp

09/10/2012 às 11:11

Publicado em Empresas, Valor Econômico

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