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(BE) Analistas não veem perigo para concessões rodoviárias

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Medidas do governo federal em relação ao setor de energia elétrica assustaram os investidores, mas especialistas não esperam mudanças nos contratos do setor.

As mudanças pretendidas pelo governo federal em relação às concessões do setor de energia elétrica contagiaram o sentimento em relação a outros segmentos que dependem de licenças públicas, como o de concessões rodoviárias.

No entanto, a percepção de analistas em relação aos fundamentos das empresas não mudou. Dessa forma, Renato Mimica, do BTG Pactual, recomenda aos investidores que aproveitem a forte queda e comprem as ações da CCR.

Na última sessão, enquanto as elétricas caíam mais de 20%, a CCR Rodovias (CCRO3) recuou 8,75%, a OHL Brasil (OHLB3) caiu 5,96%, e a Ecorodovias (ECOR3) depreciou 3,71%. Nesta quinta-feira (13/9), os papéis esboçaram leve recuperação, subindo 0,30%, 0,05% e 0,30%, respectivamente. A alta foi bem inferior à do principal índice da Bolsa, o Ibovespa, que avançou 3,40%.

Como no setor não há renovação de contratos, Mimica acredita que a interpretação tenha sido sobre a “chance reduzida de negociações de emendas aos contratos (dada a postura firme do regulador)”.

Em relatório, ele explica que adendos estabelecendo a extensão dos contratos com termos econômicos mais equilibrados seriam uma importante fonte de otimismo para empresas como a CCR.

“Mas nós, e a maioria do mercado, não estamos prevendo extensões de contratos em nosso cenário base para as concessionárias rodoviárias – então não acreditamos que este evento adicione risco de queda para as análises”, avalia Mimica.

Complementando essa percepção positiva, Victor Mizusaki, analista do UBS, lembra que o setor de concessões rodoviárias possui uma estrutura regulatória sólida, com uma relação conciliadora entre as instâncias públicas e as empresas.

Segundo Mizusaki, “no passado, o Tribunal de Contas da União pediu à Agência Nacional de Transportes Terrestres que reduzisse as tarifas de pedágio e os retornos das concessões existentes. Os advogados da ANTT afirmaram que essa decisão unilateral seria considerada quebra de contrato. Isso nos dá alívio que a ANTT irá respeitar os acordos de concessão”.

O analista do UBS ainda afirmou que novas concessões rodoviárias são uma oportunidade interessante de crescimento para empresas bem capitalizadas. Para Mizusaki, as novas licenças podem favorecer o governo, mas a expectativa é de que os contratos sejam respeitados dado o plano de leiloar nove concessões nos próximos 12 meses, totalizando R$ 42 bilhões de capex (investimento).

Por Giulia Camillo | (gcamillo@brasileconomico.com.br) 

Written by goppp

14/09/2012 às 08:18

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