goppp

Informações e notícias sobre colaborações público-privadas

(BE) Governo procura sócios nos aeroportos para fortalecer Infraero

leave a comment »

Investimento da iniciativa privada será definido para garantir melhorias na rede de terminais gerida pela estatal O governo definirá o programa de investimentos em aeroportos, em parceria com o setor privado, levando em consideração o fortalecimento da rede aeroportuária do país sob a gestão da Infraero.Opresidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, disse ao Brasil Econômico que não haverá projetos de concessões de forma isolada e aponta correção nos rumos do modelo oficial adotado para a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília.

“A grande diferença desse processo é que estamos pensando na rede  aeroportuária que o Brasil precisa ter, na sustentabilidade dessa rede e na sua articulação com a malha aérea. É preciso um modelo em que o todo deve ficar de pé”, disse Figueiredo pouco antes de embarcar para uma viagem ao exterior que deve definir sócios para a estatal no programa de investimentos no setor aeroportuário. “Não estamos pensando em eventos  isolados como a concessão do aeroporto Campinas, Viracopos, ou Brasília.”

Figueiredo diz que as concessões dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e Confins, em Minas Gerais,  caso sejam viabilizadas, terão que produzir resultados para o aprimoramento de todo o sistema, isso independentemente do modelo de negócios entre estado e iniciativa privada que venha a ser adotado no setor — se concessão tradicional ou Parceria Público-Privada (PPP). “Não é modelo que muda o resultado, mas sim o que você vai atribuir a esse modelo para  atingir o resultado que você quer”, afirma.

A preocupação de Figueiredo é evitar que a concessão de Galeão e Confins solape a capacidade da Infraero em manter aeroportos que não geram lucro suficiente para bancar os próprios custos. Caso o governo siga o modelo de concessões usado no início do ano, a Infraero perderia receita importante para aplicar em 39 aeroportos que são deficitários no país (ver quadro). Figueiredo também afirma que a escolha de parceiros mais qualificados para atuar no setor aeroportuário brasileiro é outra  preocupação. Não é à toa que as conversas estão sendo empreendidas com operadores de aeroportos do tamanho do de Frankfurt, na Alemanha, acostumados a trabalhar com fluxo  maior do que 40 milhões de passageiros.

“A ideia é que a Infraero se associe com alguém que agregue valor, que tenha mais experiência de operação, que tenha tecnologia”, afirma. “É isso que estamos discutindo com o mercado.”

Portos

A articulação do modelo integrado para a infraestrutura do país também é a base para o programa de investimentos em portos, finalizado em paralelo ao dos aeroportos. Sem adiantar maiores detalhes sobre o assunto, Figueiredo conta que é possível promover concessões nas quais o administrador deum novo porto possa também ser remunerado para a construção de ramais de acesso ferroviário ao terminal portuário. “O esforço que está sendo feito é exatamente para isso. O porto tem de sair no mesmo momento que sai a ferrovia.

O que a EPL vai monitorar é o timing em que está sendo executado o porto e a compatibilidade disso com a construção da ferrovia”, afirma.

“O  governo chegou a conclusão de que não dá para pensar as coisas isoladamente.” ■

“O poder a mim atribuído é umequívoco”, diz Figueiredo

Presidente da EPL afirma que rótulo de ‘homem forte’ da infraestrutura o prejudica, tornando-o alvo fácil de seus opositores

O presidente da recém-criada Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, rejeita o rótulo de “homem forte” da infraestrutura do governo Dilma Rousseff — título que lhe é atribuído desde o lançamento do programa de investimentos em estradas e ferrovias, há duas semanas, que soma R$ 133 bilhões em 25 anos.

“Isso é uma coisa que me torna o alvo fácil das pessoas. O poder que estão me atribuindo é uma coisa equivocada”, afirma. “Desses R$ 133 bilhões, a EPL vai ser responsável pela execução de zero. Quem vai executar isso  a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestres).” Ex-diretor da agência reguladora, Figueiredo assumiu a EPL após ter sua recondução à ANTT rejeitada pelo Senado em março deste ano.

Desafetos

Desde esse episódio, Figueiredo acumula alguns desafetos no Congresso Nacional. É o caso do senador Roberto Requião (PMDB-PR) que estuda maneiras para contestar a sua nomeação para a EPL. A Medida Provisória (MP) que cria a estatal ainda terá que ser aprovada pelos parlamentares.

Apesar disso, Figueiredo diz que não é seu dever partir para o enfrentamento nesta seara. “Estou cumprindo uma missão (dirigir a A EPL).O Congresso tem todo o direito de fazer e de pensar sobre o projeto. Discutir e mudar o que achar necessário”, argumenta. Ele descarta atender demandas de parlamentares, que querem incluir obras regionais dentro do pacote de concessões do governo, como ato político para quebrar resistências na Casa.

Desde que o programa de concessões foi lançado, Figueiredo tem colhido uma série de sugestões de parlamentares da base aliada para a ampliação do plano e articulação de projetos no âmbito regional. “Não há perspectiva de atender a demanda em função da votação da MP”, afirma.

“A nossa função é exatamente angariar projetos, estudos que possam contribuir com o programa.” ■ R.B.N.

Ruy Barata Neto | rbarata@brasileconomico.com.br

 

Origem: Brasil Econômico

Procedência: Brasil Econômico

Written by goppp

03/09/2012 às 08:28

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: