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(BE) Com privatização,tarifa aérea pode subir até 50%

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Apontada como a salvação para o combalido sistema aeroportuário brasileiro, a privatização dos terminais, apesar de ser considerada necessária por governo, companhias aéreas e especialistas no setor, precisará resolver um problema antes de se firmar como boa solução: equilibrar retorno financeiro—exigido pelas empresas privadas que administram aeroportos — e a possível alta nas tarifas de pouso e decolagem cobradas das empresas de aviação.
Tradicionalmente, de acordo com dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), essas taxas sobem em outros países após transferência da administração de terminais à
iniciativa privada — aumentos que podem chegar a até 50%.
O temor das companhias aéreas é do que vem sendo chamado de “atualização tarifária”. Um executivo que preferiu não se identificar, afirma que a Infraero, que administra os principais aeroportos no Brasil, não reajusta tarifas em níveis considerados justos há cinco anos.
Pelo desenho que está sendo considerado atualmente, que prevê a princípio a privatização dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e de Brasília, no Distrito Federal, a estatal ficará com 49% de participação nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) que serão montadas para gerir os terminais.
Esse percentual foi considerado alto pelos interessados em participar dos leilões, que acontecerão ainda este ano. Esse cenário, no qual as empresas terão menos autonomia, pode fazer com que as exigências de retorno financeiro sejam maiores e em forma de alta de taxas aeroportuárias como contrapartida para se que as concessões dos aeroportos seja interessante economicamente.
Em países que passaram por privatizações, as companhias aéreas gastam mais proporcionalmente ao seu custo geral do que as brasileiras. Na Inglaterra, por exemplo, a British Airways
pagou £ 464 milhões em taxas aeroportuárias e em rotas em 2010. O valor representa 7,3% do total dos custos da empresa britânica. Percentual maior do que no Brasil, onde as tarifas de
decolagem, pouso e navegação da TAM, por exemplo, corresponderam a 6,1% dos custos da empresa no ano passado.

Regulação

Em março deste ano, em visita ao Brasil, o presidente da Iata, o italiano Gioavanni Bisignani, defendeu a privatização, mas alertou que sobre a necessidade de o setor ter um órgão regulador forte para evitar excessos. Ele lembrou que na Inglaterra, por exemplo, as taxas subiram em média 20% depois dos aeroportos serem concedidos ao setor privado. “Situações semelhantes à da Inglaterra se repetiram em países como Itália, Espanha, Austrália e México. Só conheço dois países onde esse processo foi bem conduzido: na Índia e na Argentina, onde foi criado umórgão regulador forte e independente”, afirmou na ocasião.
Em geral, as empresas, apesar de apoiarem o processo (considerado a única forma de os terminais ficarem prontos para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016), receiam ter que pagar no futuro parte da conta. Algumas já falam que os passageiros podem ser prejudicados se tiverem que repassar os aumentos. “O nível de tarifas aeroportuárias cobradas no Brasil já está alinhado com a média internacional.
Não são tarifas caras, escandalosas, mas também não são baixas”, afirma o consultor especializado em aviação André Castellini, da Bain & Company, que presta consultoria para a TAM. “Não há espaço para reajustes. Conhecendo as prioridades do governo, a expansão do transporte aéreo é visto como um objetivo social, de integração”.
De acordo com Castellini, o setor espera que o retorno financeiro das novas concessionárias venha da exploração de serviços que vêm ganhando espaço em aeroportos, como lojas e restaurantes. “Ninguém trabalha com um cenário de elevação das chamadas tarifas reguladas, que são as de pouso, decolagem e embarque. Até a definição do edital, vai haver margem para essas discussões”, conclui.
Procedência: Brasil Econômico
Origem: Brasil Econômico

Written by goppp

10/06/2011 às 15:09

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